
A Copa, toda irrigada com petrodólares, explicita a BROLIGARCHY (*) que une a FIFA aos sauditas: a teocracia fóssil da Arábia Saudita financia com 100 milhões de dólares por ano a FIFA via Aramco. A “major wordwide partner”. Gritamos gol diante de um espetáculo do showbizz na era do fuBETol que realiza-se com capitais vultuosos provenientes de um dos Estados mais ecocidas de nosso planetinha em chamas.
(*) CAROLE CADWALLADR EXPLICA A BROLIGARQUIA – OLIGARQUIA DOS BROTHERS – PRO DW:

Pra além de ser a mais poluente da história (cf. AJ+), vindo agravar a catástrofe climática no ano do Super El Niño (que estima-se que será o mais forte em 150 anos), a COPA dos EUA-Canadá-e-México deixará na memória a marca do calorão forte ☀️ nos gramados e estádios, com a intrusão de novidades como “hydration breaks” no meio de cada um dos tempos.
“O torneio está sendo disputado sob a ameaça de temperaturas extremamente altas, enquanto a FIFA tem a petrolífera saudita Aramco como principal patrocinadora, da qual obtém centenas de milhões de dólares.” https://www.ihu.unisinos.br/666995-comeca-a-copa-do-mundo-mais-quente-de-todos-os-tempos-encobrindo-os-petrodolares-por-tras-das-mudancas-climaticas
O slogan é “football unites the world”, mas no Trumpstão a xenofobia come solta. A seleção iraniana é impedida de dormir em território dos USA, o juiz africano é impedido de entrar no país, e México e Canadá ficam excluídos de sediar os jogos importantes do mata-mata.



LA MIGRA ATRAVESSA A COPA DA FIFA – A Copa do Mundo de 2026 prometia união continental. Em vez disso, expôs a violência e a hipocrisia da Fortaleza América. Por Belén Fernandez: https://www.aljazeera.com/opinions/2026/6/13/the-us-border-runs-straight-through-the-world-cup

No dia 11 de junho, a Copa do Mundo da FIFA de 2026 teve início no México, que, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá, está co-organizando o torneio deste ano, numa aparente demonstração de unidade continental.
Desde o início, o conceito de sede compartilhada era bastante absurdo, visto que um dos anfitriões é particularmente ruim em trabalhar em equipe. Para começar, os EUA mantêm um sistema de restrições de visto excessivamente rigorosas e “proibições de viagem” para cidadãos de diversas nações, o que torna um evento já socioeconomicamente exclusivo ainda mais escuso e destrói a ilusão de camaradagem internacional que a Copa do Mundo deveria representar.
Os EUA também controlam uma fronteira extremamente militarizada com o México, país que o comandante-em-chefe americano Donald Trump ameaçou repetidamente bombardear e invadir. Em outras demonstrações de falta de espírito esportivo, Trump se referiu a mexicanos como criminosos, traficantes de drogas e estupradores; em 2019, o The New York Times noticiou sua sugestão de que soldados americanos atirassem em migrantes e que um fosso cheio de jacarés fosse instalado ao longo da fronteira.
Ao reassumir o cargo no ano passado, Trump, na prática, fechou a fronteira dos EUA para solicitantes de asilo e refugiados econômicos, uma medida encantadora, visto que os EUA são responsáveis por grande parte da instabilidade global que força as pessoas a migrar. AL JAZEERA

A PANDEMIA DAS BETS TAMBÉM MARCA A COPA – A. Pública: Dos 26 convocados para a seleção brasileira de 2026, nove atuam em times com casas de apostas no centro da camisa: https://apublica.org/2026/05/copa-do-mundo-um-a-cada-tres-jogadores-usa-camisa-com-bet/
O Brasil estreia hoje na Copa do Mundo, mas a verdade é que o clima por aqui é bem diferente daquela empolgação de antigamente.
Sei que muita gente que nos acompanha — e talvez você se sinta assim também — anda desanimada com os rumos do futebol. É difícil vibrar como antes quando esse esporte tão brasileiro parece ter sido engolido por interesses comerciais e políticos que vão muito além das quatro linhas. Mas é justamente contra esse desânimo e essa apatia que o jornalismo investigativo da Pública se levanta.
Em um levantamento exclusivo, nós mapeamos o avanço predatório das empresas de apostas online e descobrimos que um a cada três jogadores convocados para a Seleção atua em times patrocinados por bets.
A nossa cobertura também revelou que as contradições dessa Copa nos Estados Unidos, México e Canadá vão além do dinheiro das apostas. Em entrevista à Pública, a advogada Marta Mitico explicou como falhas graves da própria FIFA e das delegações deixaram imigrantes e delegações em situações vulneráveis devido a restrições de entrada no país sede.
Trump não merece receber a Copa, foi o que defendeu Marina Amaral na sua coluna desta semana. Xenofobia, racismo e arrogância não combinam com a celebração multinacional do futebol.
Para piorar, já alertamos sobre um adversário invisível, mas perigoso: o risco de calor extremo na final deste ano é o dobro do que era há três décadas, na Copa de 94. No nosso podcast Bom dia, Fim do Mundo, discutimos como o aquecimento global e as mudanças na temperatura política transformaram o planeta desde o último mundial no país.
Mas nem só de denúncias pesadas vive a nossa cobertura. Na crônica ‘Álbum da copa: cotação da alegria’, olhando para onde aperta o nosso bolso e o nosso coração, Izabella Cristo trata com humor o fenômeno das figurinhas, mostrando como um simples álbum se transforma em um retrato da infância, da convivência e, claro, do consumo.


Estima-se que 566 jogadores de futebol tenham sido massacrados pela entidade supremacista sionista desde 8 de Outubro de 2023. Não há nenhum precedente na história humana de um “atleticídio” desta dimensão. Se as vítimas fossem “brancas”, “européias”, de “países ricos”, esta Copa certamente nem estaria acontecendo tamanho o escarcéu que se faria. Mas… vidas palestinas realmente importam? Vidas árabes, vidas islâmicas, contam o mesmo nas balanças dos lordes da geopolítica? Gaza integra o mundo ou foi varrida para o escanteio dos enclaves onde todo o direito internacional e toda a moral elementar foram suspensos? O silenciamento diante do Genocídio e o fato de que nenhuma medida punitiva foi adotada contra a seleção de Israel constitui um “padrão FIFA” que várias entidades vão questionando – eis os posicionamentos de PACBI e EuroMed Human Rights:
“A Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural de Israel (PACBI) criticou o que descreveu como o silêncio da FIFA, órgão que rege o futebol internacional, sobre o assassinato de atletas palestinos e os ataques a instalações esportivas durante a guerra em Gaza.
Segundo dados divulgados pela campanha, mais de mil atletas palestinos foram mortos desde o início da guerra israelense na Faixa de Gaza. A campanha também afirmou que atletas libaneses foram mortos em ataques aéreos israelenses contra cidades e vilas no Líbano.
A PACBI afirmou que 1.007 atletas palestinos foram mortos, incluindo 566 jogadores de futebol — o equivalente a 25 times completos. Também relatou a destruição de 265 instalações esportivas.
A campanha criticou a FIFA por não tomar medidas contra Israel nem emitir declarações claras sobre as mortes de atletas e a destruição de infraestrutura esportiva em Gaza e no Líbano. Afirmou que a falta de ação levanta cada vez mais questionamentos sobre os padrões aplicados na resolução de conflitos.
A PACBI afirmou que o fato de atletas serem alvos em suas casas ou durante o conflito, combinado com a ausência de posicionamentos oficiais por parte de instituições esportivas internacionais, equivale a ignorar o sofrimento das vítimas e agravar o impacto humanitário da guerra.
A PACBI é o braço acadêmico e cultural do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que defende boicotes, desinvestimentos e sanções contra Israel.”
EuroMed Human Rights – https://alquds.com/en/posts/173187
Outras Palavras informa: “A Associação Palestina de Futebol informa que, entre os 73 mil palestinos mortos por Israel desde 2023, estavam cerca de mil atletas, incluindo crianças, amadores de todas as modalidades e até árbitros e profissionais.
Israel também destruiu cerca de 285 instalações esportivas – algumas completamente arrasadas, outras bombardeadas. As forças israelenses transformaram estádios em campos de detenção, alguns dos quais se tornaram tristemente conhecidos por denúncias de tortura aos prisioneiros ali mantidos.”
OUTRAS LEITURAS RECOMENDADAS

Jogadores de elite, líderes climáticos e organizações de base estão se unindo em apoio ao relatório “Pitches in Peril” ( Campos em Perigo), o primeiro estudo global sobre os riscos climáticos no futebol, que revela como as mudanças climáticas ameaçam o esporte, desde os estádios da Copa do Mundo até os campos comunitários.
O relatório, elaborado pela Football For Future e pela Common Goal em parceria com a Jupiter Intelligence e com o apoio da CO₂ Foundation , oferece uma análise inédita de como o aumento das temperaturas, as inundações e as secas irão remodelar os locais onde praticamos esportes.
Com dados que abrangem 16 estádios da Copa do Mundo de 2026, futuras sedes para 2030 e 2034 e 18 campos de futebol amador ligados a lendas do futebol como Messi, Salah e Pelé, as descobertas marcam um ponto de virada para o papel do futebol na crise climática.
“Pitches in Peril” é mais do que um estudo, é um apelo à ação. Ao traduzir a ciência climática para a linguagem do futebol, oferece ao esporte mais popular do mundo a clareza necessária para agir, proteger seus fundamentos e salvaguardar o jogo para as futuras gerações.
Publicado em: 24/06/26
De autoria: Eduardo Carli de Moraes educarlidemoraes
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